black rose
fevereiro 8, 2010
Olá ghost readers. Sem muito tempo (?) para observações hoje, apenas passo para deixar um poeminha – ou coisa do gênero – que surgiu assim, quase que do nada, e em inglês, porque é esnobe. Uma ótima semana a todos!
Hi ghost readers! Not much time to be writing here today, so I’m just letting you a poem – or something like – that came in English, for your pleasure (or despair). A nice week to everyone!
black rose
black rose
I suppose
you’re a theft
you’ve been left
in the desert
not a treasure
nor a hunt
you’ll be burnt
you’ll be cold
alone
took you for scorn
’cause with your thorn
you made them bleed
it will not cease
destiny
oh black rose
how will you grow
dark as the night
but white
inside
Israel, Gaza e o relatório Goldstone
janeiro 25, 2010
Olá, ghost readers! Sigo com inspiração reduzida (espero que isso seja momentâneo), embora contente com as novas que recebi na semana passada sobre algo que aguardava já há muito (em breve, portanto, possíveis novidades). Enquanto isso, deixo, para essa semana, um texto muito interessante reportando a declaração de um oficial inglês no que diz respeito aos eventos ocorridos na faixa de Gaza no ano passado. Vale a pena ler e tirar suas conclusões – se ainda não o fez. Uma ótima semana a todos (e que passe rápido como as anteriores)!
Militar inglês contesta relatório Goldstone sobre Gaza e defende exército de Israel
Numa declaração feita nas Nações Unidas pelo coronel Richard Kemp, 16 de outubro de 2009, no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, na 12ª Sessão Especial da ONU o Relatório Goldstone foi duramente atacado.
“Sou o ex-comandante das forças britânicas no Afeganistão. Servi com a Otan e as Nações Unidas; comandei tropas na Irlanda do Norte, Bósnia e Macedônia, e participei da Guerra do Golfo. Passei um tempo considerável no Iraque desde a invasão de 2003, e trabalhei na área de terrorismo internacional para o Comitê de Inteligência Integrado do
Governo do Reino Unido.
Senhor Presidente, baseado em meu conhecimento e experiência, posso dizer isto: Durante a Operação na Faixa de Gaza, as Forças de Defesa de Israel fizeram mais para proteger os direitos de civis em uma zona de combate do que qualquer outro exército na história da guerra.
Israel agiu deste modo enquanto enfrentava um inimigo que deliberadamente posicionou suas forças atrás dos escudos humanos da população civil.
O Hamas, como o Hezbolá, é especialista em manipular a mídia. Ambos sempre terão pessoas prontas a dar entrevistas condenando as forças israelenses por crimes de guerra. Eles são adeptos na arte de encenar e distorcer incidentes.
As Forças de Defesa de Israel encaram uma ameaça que nós britânicos não temos de encarar da mesma maneira. É a presunção automática, de muitos na mídia internacional, e grupos de direitos humanos
internacionais, de que as FDI (Forças de Defesa de Israel) estão sempre erradas, que abusam dos direitos humanos.
A verdade é que as FDI tomaram medidas extraordinárias para avisar aos residentes das áreas a serem bombardeadas em Gaza, lançando mais de dois milhões de folhetos e dando 100.000 telefonemas. Muitas missões que poderiam ter reduzido a capacidade bélica do Hamas foram canceladas para evitar baixas civis. Durante o conflito, as FDI permitiram que grandes quantidades de ajuda humanitária entrassem em Gaza. Dar ajuda literalmente nas mãos
de seus inimigos, é aos olhos da tática militar geralmente impensável. Mas as FDI assumiram os riscos.
Apesar de tudo isto, é claro que civis inocentes morreram. A guerra é um caos, e cheia de erros. Os britânicos, americanos e outras forças no Afeganistão e no Iraque erram, muitos dos quais são erros humanos. Mas erros não são crimes de guerra.
Mais do que tudo, as baixas civis foram uma consequência do modo de lutar do Hamas. O Hamas tentou deliberadamente sacrificar seus próprios civis.
Senhor Presidente, Israel não tinha escolha a não ser defender seus próprios cidadãos contra o ataque de foguetes do Hamas.
E digo isto mais uma vez: as FDI fizeram mais para salvaguardar os direitos dos civis em uma zona de combate
do que qualquer exército na história da guerra.
Obrigado, Senhor Presidente”.
Adaptado de: http://www.visaojudaica.com.br/pdf/ED85.pdf#page=21&zoom=100,0,0
You can read the UK commander’s report about the Goldstone report and the events in Gaza in English here:
http://www.unwatch.org/site/c.bdKKISNqEmG/b.5537773/k.291E/SelfDefense_is_not_a_Crime_of_War.htm
Ekkert að segja
janeiro 19, 2010
Hallo lesendur draugur! Ég er þreyttur á að skrifa á ensku og portúgölsku (og hafa allir skilja það). Svo ég ákvað að skrifa á íslensku (með sumir hjálpa frá kær Google okkar). Eins og ég hef ekkert að segja, ekkert til að miðla, þú þarft ekki að skilja það rétt? Ef (eða nema?? Google, google…) þú ert Íslendingur, auðvitað. Vel, það er allt fyrir núna. Ég lofa ég mun reyna að skrifa eitthvað til staða hér – þegar mögulegt.
Góð vika að allir! Guð blessi ykkur!
O jardim do natal
dezembro 22, 2009
Olá ghost readers! Tenho andado ocupado (já há um bom tempo) – para variar –, mas ainda assim venho conseguindo escrever uma coisinha ou outra de vez em quando. Nessa semana, aproveitando 0 ensejo das festas que se aproximam, escrevi um conto natalino – meu primeiro, assim acredito. Então, sem perder tempo, boas festas a todos (especialmente, é claro, aos que as celebram) e chag Chanukah sameach atrasado (perdão pelo escorregão, como diria o sábio Dedé, mas não tive como postar nada sobre Chanukah aqui esse ano). Enjoy the following reading…
P.s.: no time to translate it right now. Unfortunately my overseas readers will have to try some Portuguese this time.
O jardim do natal
Havia um jardim em Betlehemia, um belo e plano terreno repleto de árvores frutíferas e frondosas e riachos cristalinos. Quando se aproximava dezembro e os primeiros flocos de neve caíam do céu, o jardim era preparado para transformar-se em um verdadeiro espetáculo – a celebração da grandiosa festa.
Na cidade, sinos retumbantes conclamavam o povo a iniciar os preparativos. A magia no ar aumentava a cada minuto, assim como a neve que ia, aos poucos, esbranquiçando toda a paisagem. Nos trenós puxados por cães, os homens, chefes de família, levavam consigo os adornos para o jardim. As crianças, em festa, celebravam com pulinhos e palmas a partida deles, ainda que não entendessem a profundidade do ato. Os homens retornavam apenas dois dias depois, somente após terem enfeitado todo o jardim, que se mantinha inabitado até o grande dia.
Até que finalmente, após quase duas semanas de angustiante espera, chegava a noite mágica. O frio era intenso, neve cobria o chão por completo. Mas ninguém se importava. O espírito de fraternidade e união aquecia os corações de todos. No céu de inverno, sem nuvens, uma estrela brilhava forte, lembrando ao povo o momento solene que estava por vir, o prenúncio do nascimento daquele que seria capaz de espantar as trevas e derreter todo o gelo, das árvores e dos corações, afastando o inverno definitivamente.
Na chegada ao jardim, finalmente aberto, os corações palpitavam. O local sagrado, preparado com esmero, ampliava a magia da noite suntuosa. As crianças, trajando suas melhores roupas – laços, fitas, grossos casacos e gorros de pele –, esfregavam as mãozinhas ansiosamente, esperando pela chegada do velhinho bondoso que distribuía presentes. Adentravam o jardim aos cochichos, conduzidas pelos pais. A magnificência do lugar era tanta que algumas chegavam a se assustar, mas só por alguns instantes até que os pais lhes explicassem o que tudo aquilo significava.
Havia uma impressão geral de que a decoração ficava melhor a cada ano. O lugar estava completamente iluminado; tochas ardiam incandescentes, encaixadas entre galhos de azevinho. Destacando-se no solo repleto de neve, esculturas douradas representavam a história do nascimento daquele que seria venerado, que dera origem à festividade. Nos portões, à entrada do jardim, uma bela e enorme guirlanda de ramos de cipreste, permeada de sangue de renas. Nos pinheiros, penduradas nos galhos cheios de neve, cabeças decepadas de inimigos e criminosos completavam a decoração. Ao centro do jardim, uma mesa gigantesca e forrada de alimentos – carnes, legumes, pães, queijos e frutas – e bebidas, jarros e mais jarros de rum.
Antes, porém, que todos começassem a se fartar, a figura tão esperada pelas crianças surgia dentre as árvores, num trenó de renas. O velhinho rechonchudo com barba de algodão e longas e confortáveis vestes vermelhas trazia consigo uma gorda sacola, a qual abria imediatamente. Com um sorriso aparentemente bonachão, ele convidava os pequenos a se achegarem a ele, logo retirando um presente de dentro do saco para entregar ao primeiro infante.
- Dá-me tua semente dourada e te entregarei um presente. – pedia o velho.
As crianças entregavam as sementinhas douradas que levavam em seus bolsos e recebiam em troca os presentes do velhinho – pistolas, canivetes, socos-ingleses, facas e espadas afiadíssimas. Depois de todas terem recebido seus presentes, o velho ordenava que saíssem pelo bosque para se divertirem com seus novos brinquedos, ao que atendiam prontamente. Não demorava muito para que várias perdessem partes de membros, sofressem rasgos na pele ou mesmo caíssem mortas ao chão. O velho, por sua vez, devorava vorazmente, tal qual uma fera, as sementes de ouro dadas pelas crianças e então declarava iniciada oficialmente a festividade.
Os adultos lançavam-se à farta mesa, mas antes de se empanturrarem, atiravam uma generosa porção de alimentos na fogueira que jazia ao lado. A fumaça ia aumentando enquanto as pessoas abarrotavam-se de comida até não poderem mais, até vomitarem com a profusão de bebida e de tudo mais que ingeriam. Caíam ao chão, as roupas grudentas e mau cheirosas coladas às barrigas salientes. As tochas começavam a queimar os galhos das árvores e o fogo aos poucos espalhava-se ao redor do jardim. Os homens levantavam-se e saíam cambaleantes, deixando para trás suas mulheres e crianças.
Lentamente, a alva neve, o vômito esverdeado, o sangue das cabeças decepadas e das crianças feridas e as estátuas douradas, formando uma composição única no solo, eram consumidos pelo fogo, que, por fim, devastava o jardim por completo e só se apagava com o frio severo da madrugada. No dia seguinte, o grande sol, o homenageado da festa, não nascia para honrar a veneração de seus filhos. O inverno continuava castigando os homens de Betlehemia, com um dia ainda mais frio e escuro. Eles, porém, já se preparavam para sair em busca de um novo jardim para a celebração do ano posterior. Estavam certos de que o sol invencível nasceria novamente em seus corações.
dezembro 1, 2009
Olá ghost readers! Passando rapidamente porque o tempo anda curto – muito mais do que eu gostaria. Bem, já há algum tempo fui forçado a entrar na moda e fazer um twitter – totalmente contra a minha vontade, que fique claro. De qualquer maneira, quem quiser acompanhar os posts esporádicos sobre o que acontece (?) na pacata e sem graça vida (?) deste que vos escreve (?), fique à vontade para seguir (?):
Hi ghost readers! Just passing quickly ’cause time’s been very short to me – much more than I wanted. Well, some time ago I was forced to get into the new fashionable trend called Twitter (that was totally against my will, I have to say). Anyway, those who want to keep an eye on what happens (?) in the graceless life (?) of the one who’s writing these lines (?), feel free to follow me at (?):
Uma ótima semana a todos! Have a nice week!
And suddenly the ghosts became shadows.
Reins
novembro 5, 2009
Olá ghost readers! Passando rapida e clandestinamente apenas para deixar mais um esboço de poema(?) que me surgiu após determinadas situações. Pode parecer sem sentido e/ou simples demais (embora de fato o seja), mas, acreditem, tem um fundo de reflexão. Um ótimo resto/fim de semana a todos!
Dear ghost readers, I’m glad to know that I’ve had some ghosts from different places reading my humble (and scarce) stuff. That’s why I decided to make an effort in order to have kind of an English version of the blog – though I’m afraid I’ll not be able to translate the short stories, etc., due first to a lack of time, and also to a lack of ability. But I’ll try, I promise.
The following poem (or something like) is simple, as usual, but it’s just a result of a concern about… well, whatever. Don’t try to understand it – I myself haven’t been able to do so. Enjoy! Nice weekend!
Reins
Reins are being
tightly kept
on the horses’ heads
Enslave their thoughts
Hold their mouths
In your hands.
Brócolis
outubro 9, 2009
Olá, ghost readers! Ainda em período de semi-inatividade (provocado por alguns diversos e relevantes fatores) e tentando emergir de um hiatus criativo, têm sido raros os momentos em que sento – paro e penso – para escrever algo, e por isso o blog segue às moscas (e é possível que assim permaneça por mais algum tempo).
Certo, talvez esse breve depoimento ficasse melhor no Twitter – se eu tivesse um. Por falar no dito cujo, aliás, reparei que ele tem se transformado num polêmico troca-farpas online. Celebridades – atores, cantores, esportistas e companhia – utilizam-se do já consagrado Twitter, um espaço na web a ser aproveitado para algo que se assemelha a um diário (mas com frases ou textos curtos, diferentemente de um blog), para, entre outros, trocar afrontas, fazer críticas veladas (ou não tão veladas) e dizer o que pensam (?), independente do que seja, sem qualquer tipo de censura. E quando brota um arranca-rabo online entre celebridades, algo já bastante comum, o povo faz festa. Sim, o povo, a ralé, a plebe ignara (permita-me a apropriação do termo, caro diretor). Afinal, quem não curte um bom bate-boca, ainda mais envolvendo famosos, mesmo que seja na net? E quanto mais vulgar, melhor. É como brócolis – o sal faz toda diferença (devo supor).
E é dele, do brócolis, não do Twitter, que trata um dos contos que escrevi. Não há realmente uma relação clara entre ele e o desabafo acima, mas sei que lá no fundo, talvez bem no fundo, todas as coisas estão interligadas. Basta refletir um pouco. Um ótimo fim de semana – e feriado (graças!) – a todos!
Brócolis, a revolução verde
Herval era homem do campo, trabalhador rural. Nascera no cafezal; fora criado entre os milharais. Desde cedo, com o pai, colhia os feixes dourados do trigo; alfaces esmeralda; abóboras gigantes. Tinha tudo o que queria até que, num instante, veio o triste dia. A plantação secou; lucro já não rendia. Cansado da vida, Herval proclamou:
- Vou para a cidade, buscar alegria. Digo, com sinceridade: o tempo do campo já passou.
Arrumou as trouxas e foi, uma lágrima nos olhos ao despedir-se do boi. Não mais o veria. Sem olhar para trás, rumou com esperança em direção à cidade cinzenta, ainda que assustado, tal qual uma criança. Apesar do tormento, a chance de um recomeço. Herval, sorria!
Foi trabalhar numa fábrica de embalagens, perído integral. Para dormir, um canto qualquer numa estalagem. Achou que, a princípio, não lhe faria mal. Os meses, porém, foram passando e Herval se cansando – a vida na cidade não era como no campo. Queria voltar, mas já não podia. O salário era parco e só pagava a moradia. Cansado da vida e farto da vista, da cor, do som, do gosto da cidade, adoecido, Herval morreu.
- Morreu?? Como assim? O que aconteceu? – exclamaram os colegas de trabalho, espantados.
- Antes ele do que eu… – sussurrou Juvenal, dentre eles o mais lustroso, o que a notícia havia dado.
Fora ele mesmo, Juvenal, quem encontrara morto o pobre Herval. Um susto, de início; passou rápido. Tomou a carteira do bolso do falecido e saiu, sem deixar nenhum indício. Não ficou contrariado ao não achar nenhum centavo; esperto que era, sabia que uma chance lhe havia surgido.
- Vou mudar de vida! Quero ver quem se mete comigo!
Mudou de cidade. E de nome: não era mais Juvenal; agora era Herval. Não só no nome; era ele próprio o Herval que nascera e crescera na roça. Mudou, também e porém, parte da história – não viera à cidade como escória. Chegou em carroça puxada aos trotes, castigando os lombos do cavalo fracote. Viera para mudar.
Parou a carroça na frente de um enorme edifício no qual funcionava o escritório de uma grande empresa. Sob olhares curiosos da gente que passava, estendeu uma faixa na calçada. Nela, em letras verdes, garrafais, as seguintes palavras:
“A indústria que se arrebente; salve o meio ambiente!”
Não bastasse a faixa, começou a gritar, aos quatro ventos, seu suposto lamento. Por certo não perderia tempo; poria logo as cartas na mesa. Chorou ao recordar as árvores frondosas, o som dos pássaros que nelas cantavam, a beleza das águas cristalinas, o aroma suave das rosas. As matas, as matas, as matas… Oh! Todas devastadas…
Não demorou muito, formou-se ali, ao redor, um aglomerado de pessoas. A coisa ficava melhor, ele pensou; notou que a ideia era boa. Gesticulou, bradou, esbravejou, quase que numa dança frenética. Não se intimidava em fazê-lo; sabia – e bem – que podia contar com a ética. Ninguém tentou tirá-lo de lá, apesar dos protestos. Pelo contrário – ganhou fama em excesso. A mídia logo apareceu, e em poucos minutos, Juvenal, agora Herval, já era praticamente um deus.
Ganhou o apoio de vários migrantes, identificados com a causa. Além deles, mestres e estudantes, todos em prol da revolução verde. A luta não cessaria; não haveria pausa. Faria protestos em rede: protesto na linha do expresso, protesto na praça do bairro, protesto na rua, protesto na lua. Protesto! Protesto na lanchonete, lá dentro: parem com o desmatamento! Com tantos protestos e muitos progressos, Juvenal, que era Herval, enriqueceu. Fundou uma organização, dando-lhe um nome que agradaria a todos, afinal: Brejeiros Rebeldes Organizados e Comprometidos com a Ordem Local e o Interesse Social. No dia da fundação, um marcante pronunciamento:
- Camaradas irmãos, façamos revolução!
O tempo foi passando, três meses, seis meses, dez meses, um ano – e com ele a onda do verde. Não para Juvenal, ou Herval, ou qualquer que fosse seu nome. De rico passou a pobre, mas não desprezou os ideais. Disseram tê-lo visto em uma praça, lá em Prudentópolis, gargalhando e dizendo, ao encarar uma parede:
- Ha! Transformei o mundo num grande brócolis!
Depois, não se viu mais.
Dream
setembro 28, 2009
Olá ghost readers, segue um post a não ser lido (e estou certo de que não precisarei me preocupar muito com isso, visto que o blog se encontra ‘às moscas’ já há algum tempo). O singelo projeto de poema a seguir trata, apenas, da vida, da tão simples e tão complexa vida. Uma boa semana a todos.
Dream
Don’t dream
For if you dream
You’re gonna scream
You’re gonna cry
You’ll see it die
Dream
Keep it
Don’t dream
We’re not supposed to
It’s just water spilled
‘Cause dreams are made to kill
You
Dream
Dreaming
Don’t dream
‘Cause dreams are made to be broken,
Forgotten, forsaken,
Torn apart
Dreams are lies
Dream
‘Till the end. (…
Chicken a la Carte
junho 3, 2009
Olá ghost readers (more than never)! Recebi ontem, por e-mail, a indicação de um filme, lançado há pouco tempo, que promete arrasar nas telas do mundo todo e tornar-se um sucesso de bilheteria – Chicken a la Carte. Embora o filme trate, como muitos outros blockbusters atuais, de uma história baseada em fatos reais, acreditem, ele tem um grande diferencial. E é por isso que ele promete – e muito!
E o melhor de tudo, meus amigos – ele já está disponível na internet. Certo, eu sei, eu sei, também não sou a favor desse tipo de coisa. Respeito os direitos autorais. Eu mesmo não gostaria que minhas singelas obras fossem espalhadas por aí – sem que, é claro, eu recebesse os devidos créditos. Mas, podem confiar, o endereço no qual se encontra disponível a versão integral do filme é totalmente legal!
Portanto, não percam mais tempo! Cliquem no link abaixo e assistam, de antemão, o novo sucesso dos cinemas – Chicken a la Carte. Uma história emocionante! Enjoy it! Abraços, e um ótimo fim de semana!
http://www.cultureunplugged.com/play/1081/Chicken-a-la-Carte
Obs.: não se trata de vírus; mais uma vez, podem confiar: o filme (um curta) está integralmente disponível no site
Headphones
maio 15, 2009

The Long Fall Back to Earth (2009)
O novo trabalho da banda Jars of Clay, The Long Fall Back to Earth, lançado no último 24 de abril, não surpreende. Já no último álbum, Good Monsters (2006), as músicas vieram com qualidade impecável, mas principalmente – e no caso o que mais me chamou a atenção – havia uma postura crítica presente de maneira bastante inteligente nas composições de Dan Haseltine e companhia. Felizmente, a banda parece ter se decidido a manter a mesma postura no novo CD – além da qualidade da música.
Ao ouvir algumas vezes “Headphones”, uma das canções de The Long Fall Back to Earth, posso dizer que é uma das mais inteligentes que já ouvi, ao lado de “Good Monsters”, do álbum anterior. Por isso posto aqui a tradução da letra da mesma, e desafio os ghost readers a entenderem a mensagem. Não é difícil; basta prestar atenção e refletir.
Tentei encontrar a música no Youtube para por aqui, mas por incrível que pareça (ou não) é uma das únicas do cd que ainda não estão por lá (por que será?…) Um bom fim de semana!
Fones de ouvido
Eu não tenho que ouvir isso, se eu não quiser
Eu posso encobrir isso, derrubar as cortinas em você
É um mundo cruel, é muita coisa pra eu me preocupar
Se eu fechar os meus olhos, ele não está mais lá
Com meus fones de ouvido ligados, com meus fones de ouvido ligados
Nós assistimos televisão… mas o som é outra coisa
Apenas uma música tocada em contraste ao drama, e por isso a ferida nunca é sentida
Eu entendo as guerras, e congelo com os eventos atuais
É tão desesperador, mas tem uma canção pop nos meus
Fones de ouvido ligados, nos meus fones de ouvido ligados, com meus fones de ouvido ligados, com meus fones de ouvido ligados
No túnel do metrô, você se senta na minha frente
(Eu posso te ver olhando pra mim)
Eu acho que conheço você
Pelos olhos tristes que vejo
Eu quero te contar (É um mundo cruel)
Tudo ficará bem
Você não daria ouvidos a isso (Eu não quero ter que ouvir isso)
E então seguimos nossos caminhos separadamente…
Com nossos fones de ouvido ligados
Eu não quero ser aquele que tenta entender isso
Eu não preciso de um outro motivo pelo qual deva me preocupar com você
Você não quer saber da minha história
Não quer sentir a minha dor
Vivendo em um mundo tão, tão cruel
Mas tem uma canção pop na minha cabeça
(Em meus fones de ouvido ligados)
Não quero ter que ouvir isso
(Com meus fones de ouvido ligados)
Eu não quero ter que ouvir isso